quinta-feira, 16 de julho de 2009


HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

domingo, 12 de julho de 2009

Antes do tempo



Depois de meses protegido do inverno, abrigado numa casa de paciência e resignação, acreditei que já poderia sair e olhar o nascer do Sol despontar! Ledo engano! Ainda são três da madrugada e o gélido frio corta-me a carne gritando que ainda não é tempo de Sol! Percebi que não foi a grande estrela que se atrasou, eu que acordei cedo demais. Voltei resfriado e sem sono pra dentro de casa.

–Li no jornal que o Sol neste verão viria mais cedo. O sono que enganava a espera fugiu-me, o que vou fazer até seis da manhã?

–Muita coisa, respondeu meu velho companheiro, assim como o Sol cumpre suas obrigações (sem deixar de se divertir porque de fato é Sol!) distante quilômetros a Leste, cumpra o que lhe cabe como se não houvesse Sol a esperar. Assim de fato viverás a tua noite da forma como ela deve ser vivida e verás que na noite também há vida.

Ainda resfriado pela exposição desguarnecida , acendi a luz e retomei o que tinha deixado pendente na noite anterior. Com o Sol ou sem ele a vida continua. A boa noticia é que mais tempo, menos tempo ele chega.

domingo, 31 de maio de 2009

Fortaleza->Teresina




As estrelas desenhavam seu rosto no céu e a noite dava o tom da sua tez. Nada mais podia ser feito, a não ser contemplá-la naquele gesto generoso da natureza. Eu partia para longe e para perto de mim, e o mundo insistia em mostrar a ausência que me invadia , percebi então que não havia nada que eu fosse definitivo; senti-me um encontro de ciências, uma praça de amores, um rua de desejos. Desconfortavelmente eu era convocado a entender isso naquele instante de despedida. Eu queria ficar, ela estava lá! Mas tinha que partir, outras coisas me esperavam.
As luzes dos postes ofuscavam o desenho no céu, são as luzes que iluminam a estrada que percorro. Essas coisas não se excluem se completam. O que me fazia pensar o contrário era um desejo perverso de céu, de pele, de vida! Esse desejo estranhamente me faz viver e sentir as luzes dos postes, sei que o céu está a me esperar claro e límpido quando eu passar por essas luzes pontuais. Por trás desta artificialidade ardem seus lábios, brilham seus olhos com as estrelas, como as estrelas. A minha estrada é iluminada! Paciência.



terça-feira, 12 de maio de 2009

Onde posso te encontrar


Era como uma pintura, mais que isso! Era o próprio ato de criar! Sua beleza antecedia qualquer materialidade estética. Ela era bonita por que em Si tudo era bonito e isso basta! Cada parte de seu corpo denunciava que seu sono a trazia para perto de mim, mas eu distante dela estava por quilômetros, por águas, compromissos, horários, porém o que nos ligava era maior...
Velar seu sono e perdurar aquele instante de céu ou juntar-me a ela no lugar onde os amantes cortados pelas facas podem se encontrar em paz era o que me dividia. Hesitava, mas sua respiração era um convite doce e livre, seu calor, o cobertor que me aguardava. Resisti apenas o suficiente para mais uma vez dizer as palavras mágicas de uma agradável noite de sono: TE AMO!
GUARDAR
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
em cofre não se guarda coisa alguma.
em cofre perde-se a coisa à vista.
guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,
isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
(Antonio Cícero)

domingo, 3 de maio de 2009

22:13 e alguns minutos do meu dia


Angústia! Resumo este texto antes mesmo de começá-lo e o dou vida não por motivos estéticos a priori, antes por um desejo constante de apartar-me deste sentimento que na mesma constância consome minha paz. Mas a angústia é uma cortiça amorfa e o esforço que faço para deixá-la no mais fundo de mim é inútil, um segundo de dúvida é a chave do meu reino entregue em suas mãos. Não esperem conclusão, só há dúvidas e certezas e tudo que possa não fazer sentido quando se está amando. Ganho amor, dou amor e em tudo há uma inexistência de rocha, de terra, de chão, engolida, disfarçada por vento,olhar,velocidade mas não o suficiente para mim em determinados dias. Eu quero mais! Mas Eu sou mais! Retorno àquele q um dia me ensinou bastante, mas não há respostas, por que não há perguntas, por que só há angustia!



POEMA


Eu hoje tive um pesadelo

E levantei atento, a tempo

Eu acordei com medo

E procurei no escuro

Alguém com o seu carinho

E lembrei de um tempo


Porque o passado me traz uma lembrança

Do tempo que eu era ainda criança

E o medo era motivo de choro

Desculpa pra um abraço ou consolo


Hoje eu acordei com medo

Mas não chorei, nem reclamei abrigo

Do escuro, eu via o infinito

Sem presente, passado ou futuro

Senti um abraço forte, já não era medo

Era uma coisa sua que ficou em mimE que não tem fim


De repente, a gente vê que perdeu

Ou está perdendo alguma coisa

Morna e ingênua que vai ficando no caminho

Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado

Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

sábado, 14 de março de 2009

Hoje pela manhã


I
Ao ouvir aquela música lembrou a conversa da noite anterior, sorriu do que ela disse: “Vou bater no carteiro!”, engraçado, era a mesma vontade que ele tinha antes de saber que a carta enviada por ele foi entregue no dia previsto e que não houve estorno nenhum, antes sim a retribuição da surpresa. Sorriu sozinho ao perceber que a cantora parecia saber seu desejo de ouvir ainda naquele dia a voz do carteiro chamando seu nome. “Mas que bobagem -pensou ele- nunca vi carteiro aos sábados”.
II
O dia seguia lânguido, sem nada que alterasse o que estava previsto. Pensou nela, mas pensar nela era algo constante, era o pano de fundo do seu dia, no entanto entre pensamentos outros ela tomava forma, saía da constância serena para fazer-se fenômeno, nestes momentos de grande convocação, usava algum recurso para encurtar a distância que havia entre eles. Um momento semelhante a este havia acontecido um pouco antes do almoço, mandou-lhe uma mensagem.
III
A hora do almoçar chegou, liturgicamente sentava na cadeira da ponta, perto da porta (um dia comentou sobre esse hábito com ela), deste lugar não era possível olhar quem se aproximava do portão, qualquer um passaria despercebido, até o próprio carteiro, isso normalmente não o incomodava. Entre porções e outras Ágape deu o sinal, alguém havia chegado, olhou para trás, apenas para confirmar sua suposição e lá estava o carteiro. Lembrou-se da música que escutou pela manhã e sorriu novamente, coincidência ou não, não importava, recebeu o envelope, olhou o remetente, era ela. Antes de abrir e ler a carta pensou: “Ela não vai mais precisar bater no carteiro”.

domingo, 1 de março de 2009

T eeeeeeeeeeee mmmmmmm poooooooooo


O Tempo se descolou do meu relógio. Desde que ela se foi tal máquina não mais pode suportá-lo e desta ele se libertou. Para mim a partir de então, tudo será não mais ditado por aquele relógio que marcava ansioso a hora de sua chegada, este não valerá mais como quando valia por me mostrar que faltavam poucos minutos, ele perdeu suas forças. Agora que o Tempo se fez deus nada mais pode fazer por mim, o que me resta é olhá-lo e lembrar de quando se agarrava aos cachos dela, pensava que o fazia por maldade, mas não, era como se soubesse o que estava por vir, ele a desejava também.
O Tempo não é mais quando, ele é onde e agora que vivo e solto está nenhuma autoridade tenho sobre Ele. Não digo mais “te vejo hoje à noite” ou “amanhã passo lá cedo” não tenho mais esse poder, O olho de baixo para cima, implorando que depressa passe, que como um raio rasgue o espaço e encurte tudo o que nos separa. Agora mais do que nunca o Compositor de destinos mostra-se imperioso, tenro, carrasco, tão diferente de quando eu a beijei, os dois meses que sucederam o fato foram saborosos, feitos com muito esmero, mas agora que ela partiu, o Artífice parece recusar-se a esmerar o os meses que restam................................... Tempo?..............Tempo?................Ele não me ouve mais.